Embassador Rigan Machado

O Embassador do Jiu-jitsu nos EUA Rigan Machado  fala sobre sua história, livros e uma futura Associação Mundial para Faixas pretas.

 

{mosgoogleright} Quando me pediram para fazer uma entrevista com o instrutor e uma das Legendas do JJ Rigan Machado, nao fazia a menor idéia do que estaria por vir.  Eu já sabia que ele era uma comédia, adorava crianças e se não for uma das melhores  técnicas do Jiu-Jitsu brasileiro. 

 

Pela entrevista eu aprendi mais sobre ele e consequentemente mais sobre a história do esporte e arte marcial que e uma grande parte do meu dia-a-dia.

 

BJJ LEGENDS: Eu escutei que o livro didático de Jiu-Jitsu mais vendido nos Estados Unidos é o seu. Fala para nós um pouco mais sobre seu livro e o porque na sua opinião fez tanto sucesso.

RIGAN: Talvez porque eu sou muito bonito! (risos) O primeiro livro que eu fiz foi: “A Essência do Jiu-Jitsu Brasileiro” Eu fiquei surpreso porque foi meu primeiro livro e 28.000 cópias foram vendidas nos EUA. Era um livro composto de 60 técnicas, 20 estrangulamentos, 20 chaves de braço e 20 chaves de perna. Por causa do grande sucesso de vendas, a compania me pediu para fazer três livros mais,  incluindo passagem de guarda, ataques, defesas e técnicas de raspagem.O proximo livro que eu fiz foi “O Triangulo”. O livro do triangulo era meu bebe.  Eu queria escolher somente uma tecnica e focaliza-la em um livro. Eu fiz uma pesquiza nos Mundiais de Jiu-Jitsu no Brazil para saber qual era a tecnica mais popular de finalizacao. O triangulo era a finalizacao numero 1 nesses campeonatos. Escolhi fazer todos os tipos de posicoes de diferentes guardas, tecnicas basicas e algumas saidas.

 

{mosgoogleright}Juntamente com o livro vinha um DVD que mostrava e explicava algumas tecnicas complicadas, porque as vezes o livro nao explica bem essas tecnicas. Eu inclui gravacoes reais de triangulos dos Mundiais usadas no livro como; triangulo na montada, triangulo voador e triangulo na guarda-aranha.

 

BJJ: No momento voce tem algum livro ou DVD para sair?

R: Eu assinei pra fazer dois livros novos. O primeiro e uma autobiografia sobre minha vida, “A Historia da Vida de Rigan Machado”.Sera sobre minha vida desde infancia ate o presente. Esse livro tera fotos que ajudaram a documentar diferentes e importantes partes da minha vida. O segundo livro é sobre passagem de guarda.

 


 

“EU TREINEI CHUCK NORRIS, QUE É UM ARTISTA MARCIAL AMERICANO E ESTRELA DE FILMES. TAMBÉM DAN INOSANTO, QUE ERA PARCEIRO E AMIGO DO BRUCE LEE.”

 

BJJ: Os Irmãos Machado dedicaram suas vidas para popularizar o Jiu-Jitsu Brasileiro, agora ensinam em lugares diferentes. Nos fale mais sobre seus irmãos.

 

{mosgoogleright}R: Eu e meus irmãos começamos juntos no Vale, aqui na Califórnia. Eu não gostava de morar no Vale, queria morar perto da praia porque me fazia me sentir mais perto de casa, como no Rio. Também queria morar mais perto dos meus primos e amigos. Então em mudei para South Bay e abri uma academia em Redondo Beach, CA. Roger e eu abrimos um academia em Pasadena. John abriu uma escola em Culver City. Carlos se mudou para o Texas e abriu um academia em Dallas.  Jean-Jacques ficou com a academia no Vale. 

 

Recentemente eu abri uma academia em Hollywood, CA. Esta indo muito bem. Eu tenho muitas celebridades treinando lá. Ate o próximo ano, eu quero abrir mais duas escolas.

 

BJJ: Você pode nos falar dessas próximas escolas?

R: Santa Monica e talvez Venice Beach. Estou tentando achar os melhores lugares para abrir academias. Gostaria de abrir  muitas academias porque eu tenho muitos faixas pretas e alunos. Assim teria  a oportunidade de ajudá-los oferencendo trabalho para todos.

 


 

BJJ: Falando sobre faixas pretas, quantos faixas pretas você fez? E quem foi seu primeiro faixa preta na América?

 

{mosgoogleright}R: Eu tenho uma longa história.,fazem  35 anos que treino Jiu-Jitsu.

 

BJJ: (interronpendo) Você eh velho assim?

(Cindy e Rigan risos)

 R: Minha idade quardo em segredo para as mulheres. (risos) Eu sou um brincalhão. Eu tenho perto de 100 faixas pretas. Meu primeiro faixa preta na América foi Bob Bass. Ele tem treinado comigo por volta de 18 ou 19 anos. Agora ele tem sua própria academia em Redondo Beach. Não levou muito tempo para ele pegar a faixa preta porque ele já era um lutador de luta olímpica. Ele assimilou o Jiu-Jitsu  muito rápido.

 

BJJ: Você pode nos dizer o nome de alguns de seus faixas pretas mais famosos?

{mosgoogleright}R: Eu treinei Chuck Norris, que é um artista marcial Americano e uma estrela de filmes. Também Dan Inosato, que era parceiro e amigo do Bruce Lee. Ele ajudou a desenvolver Jeet Kune Do. Eu tenho alguns lutadores como Rico Rodriguez, que ganhou o título de peso-pesado no UFC, e tenho algumas celebridades que não sao faixas pretas. Frank Stallone, que é irmão de Sylvester Stallone, Michael Dudikoff, que foi o ator no filme American Ninja, e os irmãos de Chris Farley, Eric e Joe. Eric e Joe treinam mas estão sempre brincando. As vezes é dificil de dar uma aula porque todo classe esta rindo das brincadeiras deles.

 

BJJ: Quando e como você comecou no Jiu-Jitsu?

R: Foi contagioso, como uma doença. Quando eu era pequeno, eu via meus primos treinando e nunca me cansava de assistir. Eu comecei quando tinha 5 anos de idade. Com o tempo já estava treinando de Segunda àécnicas e fazia diferentes posi ções. Era uma estilo de Vida.  Eu comecei a competir aos 15 anos. Eu competia no máximo de competi ções que eu podia. Domingo. Nao era somente treinar, era se divertir e curtir com os outros alunos, meus primos e amigos. Agente tarbalhava t

 


 

BJJ: O que fez você vir para os Estados Unidos?

R: A terra da oportunidade! (risos) Eu havia me formado em Administração numa Universidade no Rio. Naquela época, eu tinha uma noiva que queria vir fazer um curso especial de computação nos EUA. Então viemos juntos. Durante aquela época, tive a oportunidade de conhecer Chuck Norris, e ele me ofereceu ajuda para abrir minha primeira academia.

 

BJJ: Você gosta de viver nos EUA?

{mosgoogleright}R: No começo senti a diferença. Levei alguns anos para me adaptar. Por exemplo, trouxe minha mãe para ficar aqui comigo. Ela convidou todos os vizinhos para um café e chá na minha casa. Os vizinhos me olhavam com indiganção como se estivesse alguma coisa errada com minha mãe.  No Brasil é normal ter uma relacão mais aberta com os vizinhos. Você passa horas tomando café e conversando com eles. Em 8 anos morando aqui eu provavelmente disse oi duas vezes aos vizinhos.  Depois de um certo tempo você comeca a entender como aqui e diferente do Brasil.  Hoje eu amo viver aqui. Los Angeles e uma cidade muito corrida. Todo mundo trabalha muito e se focaliza muito em suas próprias vidas.  As pessoas não tem tempo para um bate-papo no café. No Brasil todo mundo é devagar. Você toma café olhando para as ondas. O Brasil é como um Havai gigante! Surfe, Futebol, Festa e Carnaval. Isso que é Vida!

 

O BRASIL É COMO UM HAVAI GIGANTE! SURFE, FUTEBOL, FESTA E CARNAVAL. ISSO QUE É VIDA!

 

BJJ: Você se vê voltando a morar no Brasil?

R: Não. Agora eu sou um Americano! (risos) Eu trabalho. TRABALHO, TRABALHO E TRABALHO!

 


 

BJJ: Quando você veio para os EUA, você veio com o César Gracie?

R: Eu adoro o César. Ele nacseu no Brasil mas cresceu em São Francisco. Ele é um Americano de verdade. Costumávamos brincar com ele no Brasil por ele ser tão Americano. César me pediu para ir e ficar com ele em São Francisco. Eu e minha namorada decidimos ir morar com ele e a familia dele. Sua familia foi ótima e nos tratou muito bem, especialmente sua mãe. César me ajudou muito quando eu vim para os EUA.

 

BJJ: Você ensinou na academia do Rorion Gracie. Quando foi isto?

{mosgoogleright}R: Eu não me lembro ser uma academia, era mais como uma garagem. Eu fiquei muito impressionado com o Rorion. Ele foi muito legal comigo. Eu estava em São Francisco onde não tinha nenhum Jiu-Jitsu e muito pra se fazer. Eu estava entediado. Eu sabia que tinha Jiu-Jitsu em Los Angeles e que Rorion tinha a garagem. O Royce era muito ocupado, não tive a chance de treinar muito. O Rorion me pediu para que eu ensinasse quando o Royce ficasse doente. Eu comecei a dar aulas porque o Royce estava muito ocupado com as aulas privadas. Naquela época, Rorion estava tentando achar uma localizacão boa e levantar um capital para investir numa nova academia. Ele abriu uma linda academia em Torrance, Califórnia. Era aproximadamente dez mil pés por quadrado, dois andares, escritórios, uma á rea de tatame enorme, e logo depois ele abriu um museu também.  Depois de estar lá por mais de um ano dando aula, foi ficando muito difícil trabalhar com o Rorion.  Nós dois tínhamos uma visão muito diferente. Nossa relação era muito legal no começo. Nós trabalhamos juntos e ele abriu muitas portas para mim. Ele abriu a academia dele e eu a minha.

 

BJJ: Qual a diferença do estilo de aula do Rorion com o seu estilo?

R: Isso e dificíl de falar porque nós dois viemos do mesmo país e mesma família. Eu diria que talvez minha personalidade seja diferente do Rorion. Eu ensino do meu jeito baseado na minha personalidade e o Rorion ensina do jeito da personalidade dele. Nós ensinamos da maneira que nossa pesonalidade e carater individual é.

 


 

BJJ: Rolls Gracie foi seu instrutor?

{mosgoogleright}R: Eu vim da academia do Rolls. O assistente dele era Carlos Gracie Jr. Carlos me adotou debaixo de suas asas na academia do Rolls. Rolls era o cara mais importante, Carlos o segundo e eu o terceiro. Quando Rolls faleceu, Carlos se tornou o  mais importante. Eu fui o primeiro faixa preta do Carlos.

 

BJJ: Quando você abriu sua primeira academia, houve alguma polêmica sobre você usar o nome Gracie?

R: Existiam dois grupos dos Gracie no Brasil; o primeiro incluia Carlos Gracie, Rolls, Carlos Gracie Jr., Carlson, etc. Eu estava debaixo dessa família. Carlos Gracie era casado com a irmã de minha mãe. Eu tinha uma relação muito boa com Carlos. O outro grupo incluia, Hélio, Rorion, Rickson, Royce, etc. Eu tinha uma boa relação com eles também mas estava mais perto de Carlos Gracie. No Brasil, todas as minhas escolas foram Gracie. Quando Chuck Norris me ofereceu ajuda para abrir minha escola academi, eu ia usar o nome Carlos Gracie Jiu-Jitsu e continuar o legado Gracie. Rorion tinha o controle do nome Gracie nos EUA. Não seria um problema se meu nome fosse Rigan Gracie. Como eu era primo e meu nome e Rigan Machado, havia um problema. Eu teria que pedir permissão para usar o nome Gracie. Carlos Gracie Jr. me disse que seria uma otima ideia comecar o meu proprio grupo e usar o nome Machado. Carlos falou que as pessoas iriam  gostar de mim pelo que sou, e que era hora de comecar um novo grupo. Foi então que o Jiu-Jitsu Machado começou.

 

BJJ: Quando você chegou nos EUA não existia nenhuma competição. Você sentiu falta de competir?

R: Não havia nenhuma competição de Jiu-Jitsu. Foi muito difícil porque eu ainda queria competir no Brasil, mas diferente porque eu já havia consequido tudo o que  queria consequir no Brazil em termos de competi ções. Meu maior desafio era for a do Brasil , alimentar minha fome de competir. Eu estava muito feliz por aprender sobre diferentes estilos e lutar diferentes estilos. Eu me senti bem e tive muito sucesso. Eu pequei o que pude desses estilos e adaptei ao meu Jiu-Jitsu. Eu estava animado porque com o tempo as competições de Jiu-Jitsu vieram para os EUA e eu fazia parte delas. Quando eu estava no Brasil, tive uma conversa com o Carlos Gracie e o perguntei porque ele nao fazia competi ções nos EUA. Carlos finalmente trouxe o Pan Americano para a California. O primeiro campeonato foi feito com faixas azuis, roxas e marrons – sem faixas pretas. Carlos levou o Pan Americano para o Havai e Florida. Eu falei com o Carlos de novo e disse a ele que o melhor lugar para realizar o Pan Americano era a Califórnia. Eu estava aqui, meus irmãos, Rickson, Rorion, César e Ralph; todas as maiores escolas estavam na Califórnia. A maioria dos melhores lutadores esta na Califórnia. Agora os Pan Americanos são feitos na Califórnia. Por causa disse eu acredito que o Carlos faz seus eventos aqui.

 


 

BJJ: Você já competiu alguma vez em Sambo ou Luta Olímpica?

{mosgoogleright}R: Quando eu cheguei nos EUA, não existia competição internaciaonal de Sambo, somente no Brasil. Eu estava sempre procurado competições contra diferentes lutadores. Por causa disso eu treinava qualquer coisa, podia ser Sambo, Luta Greco Romana, Estilo Livre ou Judô. Eu competia somente pelo amor a competicao, e tambem pelo prazer de ter outro lutador do outro lado do tatame. No Jiu-Jitsu voce esta lutando no chao. Sambo e como Judô. Você tem um tempo muito curto no chão onde você tem que ser preciso e agressivo, senão eles te mandam levantar e começar de novo.

 

A MAIORIA DOS MELHORES LUTADORES ESTA NA CALIFÓRNIA.

 

No sambo eu fui 3 vezes campeão Pan Americano, 4 vezes campeão Nacional , campeão nas competições do estado, fui bronze nos Jogos Mundiais e prata na copa do Mundo. Eu me lembro que tive uma luta nas finais na qual eu peguei meu oponente na chave de braço sete vezes. O árbitro me parava e nos fazia levantar. As vezes eu não entendia porque ele parava a luta. Finalmente ele me parou e me avisou que se eu fosse para o chão mais uma vez seria desqualificado. Meu oponente me venceu por uma vantagem.

 

Eu tive a mesma experiência no Judô. Dai eu pensei, “Se eu não posso lutar no chão do jeito que eu quero, como vou poder ir longe nesses esportes?” Eu me dei bem, mas por causa disso, eu perdi a vontade e resolvi parar com o Sambo e Judô. Eu gosto de lutar nas competições de submission grappling como as criadas pelo principe Abu Dahbi e eu gosto do esporte Jiu-Jitsu. Nesses tipos de competições, você luta no chão e luta para finalização. Eu falo para todos os meus alunos, “Se você quiser ser o melhor lutador, ache um esporte onde você possa usar suas finalizações.”

 


 

BJJ: Defesa pessoal é o aspecto vital do Jiu-Jitsu Gracie, mas nos dias atuais lutadores de Jiu-Jitsu são mais focados no esporte Jiu-Jitsu. O que você acha disso?

{mosgoogleright}R: Defesa Pessoal faz parte do Jiu-Jitsu Brasileiro. A maior razão para aprender Jiu-Jitsu é aprender a se defender. Algumas pessoas não querem aprender o esporte Jiu-Jitsu, elas só querem aprender o suficiente para poderem se defender. Eu acho legal ter esse tipo de cliente e professor que se focaliza  na defesa pessoal, mas meu maior foco é no ensinamente do esporte Jiu-Jitsu, é treinar lutadores para lutas profissionais de MMA. 90% dos meus alunos vem para essas razões e 10% para defesa pessoal.

 

Eu acredito que Rorion tenha uma clientela maior, talvez 40% ou mais  de seus alunos estão focados na defesa pessoal. Eu não sei se hoje talvez seus filhos estejam mais envolvidos no Jiu-Jitso esporte para MMA. Você tem que prestar atenção na evolução. MMA esta tomando contra do Boxe. Eu acho que Jiu-Jitsu faz uma grande parte e até é a base do MMA. Mais de 50% dos lutadores tem que saber Jiu-Jitsu. Este é o grande pedaço do bolo, até no negócio de bilhões de hoje, e eu sou muito grato que o Jiu-Jitsu é uma grande parte do MMA.

BJJ: Dos seus irmãos somente Jean-Jacques lutou Vale-Tudo (MMA). Você já pensou em  lutar MMA?

R: Eu acho que Jean-Jacques lutou pela experiência. Foi uma boa oportunidade naquela época para meu irmão. Ele queria tentar. Ele teve um pequeno problema lutando MMA porque nasceu sem dedos em uma mão. Sua determinação em se superar e não usar sua m ão como um motivo de derrota e ainda sim lutar MMA, é demais. Ele é um grande herói para mim! Eu fiz MMA quando era mais novo. Naquela época MMA não era tão grande. Eu faria hoje se tivesse uma luta específica e a oportunidade certa. Eu estou tão bem nos meus negócios que se fosse lutar MMA teria que me focalizar totalmente no treino. Eu gostaria que fosse 10 ou 15 anos mais novo então poderia me focar ,treinar e lutar algumas grandes lutas e tomar vantagem do MMA de hoje. Este seria meu sonho, mas tenho que ser realista. Somente 2 ou 3 de 1000 lutadores se dão bem. Esta é a realidade do negócio. Tenho trabalhado neste negócio por um bom tempo. Eu quero abrir muitas escolas e localizações em outros negócios para garantir minha vida no futuro.

 


 

 

BJJ: Você esta tentando fundar uma nova federação. Nos fale um pouco mais.

R: Eu amo o esporte. Eu tenho tudo o que tenho hoje devido ao esporte Jiu-Jitsu brasileiro. O mínimo que eu posso fazer é dar algo de volta ao esporte.

{mosgoogleright}A organização que existe hoje é fantástica. É administrada pelo meu primo Carlos Gracie Jr. Ele esta fazendo um trabalho excelente. Ele levou o esporte hoje ao seu cume. Ele trouxe o Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu para a Califórnia. O último Mundial foi fantástico. Eu único problema é quando você chega a faixa preta e se torna um lutador top no esporte, não à pagamento em dinheiro. Ent ão, muitos lutadores vão para o MMA, onde à dinheiro.

 

No esporte Jiu-Jitsu, os patrocinadores não são fortes, e atletas não podem viver do esporte. Esta é a razão a qual os melhores faixas pretas saem do Brasil; porque não à futuro como instructor lá. Eles vão para fora do Brasil e se tornam instrutores e outros países; Europa, Japão, Austrália, EUA, etc. É bom para o crescimento do Jiu-Jitsu no mundo, mas é muito triste quando atletas chegam no topo.

 

O que eu estou tentando fazer é criar uma organização mundial onde o dinheiro volta ao atleta. Eu quero criar um sistema de rank. Existirão dez eventos por ano no mundo todo; USA, Austrália, Brasil, Europa, Asia, etc. Esses dez eventos terão pontos. Os atletas que lutarem mais vezes acumularão mais pontos e subirão no rank. No final do circuito ou ano, o atleta que estiver no topo do rank ganhará mais dinheiro. Isso motivará as pessoas a ficarem na organização, competirão mais, e ajudarão a colocar o esporte num nível mais alto. Maior o crescimento da organização, maior o dinheiro para os atletas. Este é o meu sonho e o meu próximo desafio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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